Domingo, 7 de Junho de 2009

Famílias relatam "sinais" que anteciparam tragédia

ITALO NOGUEIRA
da Folha de S.Paulo, no Rio


(…)


Acreditar mesmo desacreditando é a opção dos descendentes da família imperial brasileira. Eles afirmam ter apenas "0,001% de esperança" de encontrar dom Pedro Luiz de Orleans e Bragança, 26, vivo. "É um fio de esperança. Mas é acreditar sem acreditar", afirma dom Antônio João de Orleans e Bragança, 58.


Apesar de dizer ter 99,999% de certeza de que o filho não voltará, dom Antônio prefere chamar a missa a ser celebrada na quarta-feira de "homenagem à alma do Pedro Luis". "[Homenagem] em vida ou na morte. A alma é imortal".


Religiosa, a família Orleans e Bragança rezou um terço na noite de segunda, dia em que o desaparecimento foi divulgado. Por toda a semana, recebeu visitas de amigos e parentes.


Dom Antônio diz estar "preparado para o pior", mas faz questão de lembrar a história de seu irmão, dom Eudes, que sobreviveu a um acidente de avião na Jamaica, na década de 70. Ele foi dado como morto após a localização da aeronave destruída, mas foi encontrado cinco dias depois.


O "ritual" de luto dos descendentes da família imperial foi relembrar os bons momentos com Pedro Luis.


Uma das memórias foi uma partida de golfe disputada no dia em que o rapaz embarcou para Paris --o seu destino final era Luxemburgo, onde estagiava. Pedro jogou com o irmão, dom Rafael de Orleans e Bragança e o pai, o que raramente acontecia.


"Vou lembrar sempre das brincadeiras, de caçoar um com outro. [Na partida de golfe] A gente apostou, numa rivalidade saudável. Ele sempre jogou melhor do que eu. Dessa vez eu ganhei e fácil", lembrou Rafael, que cultiva a imagem da vitória esportiva para amenizar a perda familiar.


Dom Antônio contou que só recebeu a notícia do desaparecimento do filho junto à família porque não voltou para Petrópolis, onde mora, na segunda-feira por "não estar com o espírito bom".


Para ele a última imagem da família unida --tanto na despedida de Pedro como na chegada da notícia do desaparecimento-- mostra "como Deus é bom".


(…)


Ver a matéria completa Folha Online

Domingo, 29 de Junho de 2008

Primeiro Teste para o curso de Mariologia



Sábado, 3 de Maio de 2008

Os doze emblemas da Santíssima Virgem


Lição 013 – Os doze emblemas da Santíssima Virgem


Introduzo aqui um excelente estudo publicado pela revista Catolicismo. A leitura na íntegra, poderá ser muito útil aos que estudam Mariologia.

O presente artigo relaciona-se com outro, publicado por Catolicismo em sua edição de maio/2006, intitulado As prefiguras bíblicas de Nossa Senhora: uma análise de personagens femininas do Antigo Testamento, cujas vidas prenunciaram a Mãe de Deus. Trata-se de um aprofundamento, com vistas a auxiliar os leitores a adquirir maior conhecimento daquela que é a obra-prima da criação, e assim aumentar sua devoção a Ela. Sendo o mês de maio dedicado a Nossa Senhora, nada mais natural do que homenageá-la com este estudo.

Marcos Aurélio Vieira

Ao longo dos tempos, o conhecimento e a doutrina a respeito da Santíssima Virgem, bem como a devoção a Ela, desenvolvem-se segundo uma trajetória muito especial. Não é um crescimento sempre contínuo, mas muitas vezes ritmado, como o movimento das ondas numa maré montante. As ondas erguem-se, atingem um clímax e rebentam; depois retrocedem, até que a onda seguinte leve mais adiante o impulso da maré. Trajetória que pode também ser comparada ao crescimento de uma árvore. Há sucessivas eclosões primaveris, seguidas de repousos invernais. Cada período descobre mais algum traço da fisionomia da Virgem Santíssima.

Em seu Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, São Luís Maria Grignion de Montfort diz: "A alma da Santíssima Virgem se comunicará a nós para glorificar o Senhor; seu espírito tomará o lugar vosso para regozijar-se em Deus, contanto que pratiqueis fielmente esta devoção”.(1)

Como Nossa Senhora comunica sua alma e seu espírito aos seus fiéis? Em que consiste tal comunicação?

É como que a infusão em nossa alma da intelecção e do querer d’Ela, iluminando a nossa compreensão e movimentando a nossa vontade. É um favor altíssimo e gratuito, pois receber algo da compreensão, da força de vontade e da santidade da Mãe de Deus é um bem inatingível pelas nossas forças. Basta ponderar que se trata da mais alta das meras criaturas. Uma santidade mais alta do que a de todos os anjos e todos os santos juntos, inferior apenas à santidade infinita de Nosso Senhor Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Ao império de Nossa Senhora está submetido tudo o que existe abaixo de Deus.

Tudo quanto é meramente humano se desfaz com o tempo. Pelo contrário, o que é de Nossa Senhora, por ser Ela cheia de graça, permanece. Unindo-nos assim à Virgem Santíssima, nossos atos podem frutificar por tempo indeterminado, podem produzir conseqüências boas até o fim do mundo. Podemos ter a esperança de que, praticando bem e fielmente a devoção verdadeira a Nossa Senhora, Ela nos comunicará o seu espírito e a sua alma, donde efeitos maravilhosos se realizarão em nós e por meio de nós.

Condições para conhecer a Santíssima Virgem

Ainda no Tratado da Verdadeira Devoção, São Luís Grignion de Montfort fala das condições para o conhecimento da Santíssima Virgem. Segundo ele, a pessoa deve procurar primeiro limpar-se do espírito do mundo. Mas, como em nossa época o espírito que o mundo adotou é um espírito revolucionário, é preciso primeiramente procurar desfazer-se da mentalidade da Revolução universal, para que Nossa Senhora nos comunique seu entendimento das coisas, condição prévia para depois a amarmos, porque o reto amor nasce do reto conhecimento. Só quando se conheceu bem é que se ama retamente.

E à medida que se ama, o próprio amor leva a querer conhecer mais, como que empurra a alma nas vias do conhecimento. Portanto, o primeiro passo, depois da “limpeza preliminar” da alma, é conhecer bem Nossa Senhora. E São Luís indica as condições.

A primeira condição é, desde logo, a oração. Mas ele especifica: Para este caso, não é qualquer oração, ela necessita ter como objetivo pedir o conhecimento da Santíssima Virgem. É uma altíssima graça a se pedir a Deus Nosso Senhor. Rogar ao Divino Espírito Santo — do qual exatamente partem as graças — que nos torne aptos a conhecer bem Nossa Senhora, a Esposa do Divino Espírito Santo.(2)

Os doze emblemas da Santíssima Virgem

Madona do Manto Protetor

A fim de conhecermos bem e cada vez mais profundamente Nossa Senhora, trataremos aqui de seus emblemas, em continuação ao que aqui publicamos há dois anos, em nosso artigo sobre as prefiguras d’Ela ao longo da História.

Da palavra “emblema” proveio o adjetivo “emblemático”. Deriva do latim (emblema, atis), que o tomou do grego (emblema, atos),(3) encerrando uma idéia geralmente moral, apresentada através de um ser vivo ou objeto concreto.

Exemplo de emblema pode-se notar no hino da Hora Prima, do Pequeno Ofício da Imaculada Conceição:

“Salve, prudente Virgem, destinada

Para dar ao Senhor digna morada.

Com as sete colunas da Escritura,

Do templo a mesa ornou-Vos em figura.

Fostes livre do mal que o mundo espanta,

E no seio materno, sempre santa.

Porta dos Santos: Eva, mãe da vida.

Estrela de Jacó aparecida.

Sois armado esquadrão contra Luzbel;

Sede amparo e refúgio à grei fiel”.

As expressões “sete colunas” e “estrela de Jacó” são emblemáticas da Santíssima Virgem.

Diferença entre prefigura e emblema

Por uma série de acontecimentos, episódios, etc., a Providência foi fazendo aparecer ao longo da História personagens femininas que apresentassem traços d’Aquela de quem Ele haveria de nascer. São as prefiguras.

Por meio de sucessivas apresentações, Deus forneceu, de um lado, os elementos para que nas prefiguras as pessoas retas fossem entrevendo a magnitude e a beleza de Nossa Senhora. De outro lado, aquelas prefiguras davam ensejo a que essas pessoas praticassem as virtudes de louvor, admiração, gratidão e imitação, e de alguma forma cultuassem antecipadamente a futura Mãe de Deus.

A par disto, os emblemas — seres vivos ou objetos concretos —, na medida em que foram surgindo, permitiam que as almas elevadas também fossem percebendo as sublimes funções que Nossa Senhora haveria de exercer, e realmente exerce para sempre.

Os doze principais emblemas abaixo comentados — relacionados em itens numerados com algarismos romanos — são simbolizados pelas doze estrelas que circundavam a fronte da Santíssima Virgem, vistas por São João Evangelista. Eles formam como que o diadema ao redor de sua formosa e radiante fronte. Diz São João: “Apareceu em seguida um grande sinal no Céu: uma Mulher revestida de sol, a lua debaixo dos pés, e na cabeça uma coroa de doze estrelas”(Apoc. 12,1).


Os doze emblemas da Santíssima Virgem.

Domingo, 20 de Janeiro de 2008

Aula 005 - Maria foi predestinada à sua Missão

Podemos analizar quatro aspectos da Missão de Maria, Mãe de Deus: a missão é singular; ela é gratuita; é anterior à de todas as outras criaturas;e é a causa de outras missões. Vamos então ver como o Pe. Roschini em seu livro “Instruções Marianas” estuda este assunto.


1. Predestinação singularíssima


É preciso considerar, antes de tudo, que Deus decidiu o plano da criação “com um único e eterno ato de sua vontade divina” abarcando ao mesmo tempo todas as coisas e seres que tenham existito, existem ou venham existir no tempo. Assim, toda criação foi concebida nos planos de Deus. Os teólogos chamam os vários momentos desse único ato da criação como decreto divino. Apesar de “formalmente único” ele é “virtualmente múltiplo”.


A singularidade da missão de Maria se destaca pois pelo mesmo decreto que Cristo foi predestinado a ser Seu Filho, Maria foi predestinada a ser a Mãe de Deus. “Por um idêntico e único decreto, embora não de igual modo, Deus predestinou Cristo (Filho de Deus e Mediador) e Maria (Mãe de Deus e Medianeira)” (Pe. Roschini, Instruções Marianas, pg. 22, Ed. Paulinas, 1960).


Como ensinam Pio IX, na Bula Ineffabilis Deus e PIo XII na Bula Munificentissimus Deus, “os primórdios da Virgem foram preestabelecidos mediante um só e mesmo decreto com a Encarnação da divina Sabedoria”.


Vemos na Biblia Sagrada que a Virgem Santíssima sempre é apresentada em sua união com Jesus, desde o Genesis até o Apocalipse. O grande papa S. Pio X afirma de modo magistral: “Na Sagrada Escritura, quase todas as vezes em que é profetizada nossa graça futura, o Salvador dos Homens é apresentado conjuntamente com sua Mãe”. S. Pio X, enciclica Ad diem illum.


Quando se fala num filho, pensamos logo na sua origem, ou seja seus pais, pois a filiação e a paterniadade ou maternidade estão ligados. É a lógica razoavel. Jesus é Filho de Deus por meio de Deus, seu Pai e Ele é Filho do Homem, ou Homem, por meio de Maria que lhe deu no tempo a sua natureza humana.


Concluimos então, que a predestinação de Maria para ser Mãe de Deus foi singularíssima em virtude mesmo de Deus e de seu Filho Jesus, e foi distinta e anterior, quanto ao plano divino, à criação ab eterno a todas as outras criaturas.


Em nossa proxima aula, se Deus quiser, estudaremos por que a predestinação de Maria foi anterior à de todas outras criaturas. Que Ela nos abênçõe e ajude a todos ao longo da semana.


Salve Maria!

Quinta-feira, 19 de Julho de 2007

Programa dos Estudos sobre Maria, a Mãe de Deus

Programa dos Estudos sobre Maria, a Mãe de Deus
O Estudo da Virgem Santíssima é dividido em três partes para melhor entendimento:
I- A missão singular de Maria
II- Os privilégios singulares de Maria
III- O culto singular de Maria

A razão desta divisão é muito simples. Devemos primeiro considerar a missão que Maria recebeu de Deus, em seguida, quais os privilégios que ela recebeu para cumprir a missão e por fim, qual deve ser nossa relação com a Mãe de Cristo.
Maria Santíssima foi chamada à existência para uma missão singularíssima, ser "a Mãe universal, tanto do Criador quanto das criaturas
. Mas como Deus sempre harmoniza os meios com o fim, ou seja, seus dons com a missão por Ele confiada a uma alma, é necessário considerar, em segundo lugar, os privilégios singulares de natureza, de graça e de glória concedidos muito largamente por Deus à Virgem Santíssima como meios proporcionados justamente ao fim, ou seja, à sua missão singular" Pe. Roschini, Instruções Marianas, IV, pg. 17
Nosso coração será um verdadeiro trono no qual reinará Jesus e Maria, se compreendermos inteiramente este três princípios.
Com esse desejo e esse objetivo, retomamos nossas aulas, pedindo à Virgem Mãe de Deus que nos auxilie e nos abençoe, iluminando nossas mentes, e inflamando nossos corações para assim amarmos sempre mais a Deus nosso Senhor.

Sábado, 21 de Abril de 2007

Apendice B - Nossa Senhora da Imaculada Conceição

Nossa Senhora da Imaculada Conceição

Nossa Senhora da Imaculada Conceição
Mais do que memória ou festa de um dos santos de Deus, neste dia estamos solenemente comemorando a Imaculada Conceição de Nossa Senhora, a Rainha de todos os Santos.
Esta verdade reconhecida pela Igreja de Cristo, é muito antiga. Muitos Padres e Doutores da Igreja oriental ao exaltar a grandeza de Maria, Mãe de Deus, tinham usado de expressões como: cheia de graças, lírio da inocência, mais pura que os anjos.
A Igreja ocidental que sempre muito amou a Santíssima Virgem tinha uma certa dificuldade para a aceitação do mistério da Imaculada Conceição. Foi o franciscano Duns Scoto no séc. XIII, quem solucionou a dificuldade ao mostrar que era sumamente conveniente que Deus preservasse Maria do pecado original, pois era Maria destinada a ser mãe do seu Filho. Isso era possível para a Onipotência de Deus, portanto, Deus, de fato, a preservou, antecipando-lhe os frutos da redenção de Cristo.
Graças a Deus, rapidamente a doutrina da Imaculada Conceição de Maria no seio de sua mãe Sant'Ana foi introduzido no calendário romano. A própria Virgem Maria apareceu em 1830 a Santa Catarina de Labouré, pedindo que se cunhasse uma medalha com a oração:
"Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós". E quatro anos depois que a Igreja oficialmente reconheceu e declarou solenemente como dogma em 1854: "Maria isenta do pecado original".
A própria Virgem na sua aparição em Lourdes, confirmou a definição dogmática e fé do povo dizendo para Santa Bernadete e para todos nós: "Eu Sou a Imaculada Conceição".

Virgem Imaculada...rogai por nós!

Apendice A - Os dons do Espirito Santo em Maria.

..vamos meditar sobre os dons do Espirito Santo em Maria. Uma aula a parte, para podermos considerar esta a grandeza de Maria. Durante 9 meses Jesus esteve em gestação no seio de Sua Mãe. Podemos considerar que maravilha foi a comunicação entre os dois nesse período e como Mãe e Filho cresciam em graça e Santidade.
Vou fazer um resumo do Texto do Pe. Roschini encontrado nas páginas 176 a 178:

Os Dons do Espírito Santo são hábitos sobrenaturais que dão às faculdades da alma tal docilidade que estas obedecem prontamente às inspirações da graça.
- O Dom do conselho aperfeiçoa a virtude da prudência, fazendo-nos julgar pontamente e com segurança, por uma espécie de intuição sobrenatural, sobre o que convém fazermos, especialmente nos casos difíceis. O objeto próprio do dom de conselho é a boa direção das ações particulares.
- O dom da piedade aperfeiçoa a virtude de religião, que é anexa à justiça e produz no coração um afeto filial para com Deus e uma terna devoção às Pessoas e as coisas divinas, para fazer-nos cumprir com santa presteza os deveres religiosos.
- o dom da fortaleza aperfeiçoa a virtude do mesmo nome, a fortaleza, dando à vontade um impulso e uma energia que a tornam capaz de operar e de sofrer alegremente e intrèpoidamente grandes coisas, superando todos os obstáculos.
- o dom do temor aperfeiçoa duas virtudes ao mesmo tempo, a esperança e a temperança. A primeira nos faz temer desagradar a Deus e sermos separados dEle e a segunda, a temperança, nos aparta dos falsos deleites que podem nos levar a perder Deus.
- o dom da ciência aperfeiçoa a virtude da Fé, fazendo-nos julgar as coisas criadas em suas relações com Deus.
- o dom da inteligência, afim ao dom da ciência, porém mais vasto, estendendo-se a todas as virtudes reveladas nos faz compreender os mistérios da fé e crer neles apesar da dificuldade de compreenção.
- o dom da sabedoria, mais perfeito dos três dons intelectuais do Espirito Santo, aperfeiçoa a virtude da caridade e reside, ao mesmo tempo, no intelecto e na vontade.